Minha amiga Gheisa acaba de viver a grande emoção que é ser mãe. Na Sexta fui fazer uma visita e fiquei pensando no que é que eu poderia dizer pra aconselha-la ou ajudá-la nesses primeiros dias.
A resposta não demorou: Nada. Com toda a certeza nada é o melhor que podemos fazer pra facilitar a vida de uma mãe recém nascida.
Hoje penso que quando nasce uma mãe tudo o que é necessário saber vem junto com ela, o instinto é forte, a natureza é sábia.
Como dar de mamar, a que horas, de que forma segurar o bebê, como colocar pra dormir, a temperatura da água pro banho... Se uma mãe puder ouvir seu coração, ela sabe exatamente como fazer!
O problema é que ainda na gravidez somos bombardeadas com centenas de informações, muitas vezes contraditórias e sem fundamento algum.
É pitaco de amiga, conselho de quem ainda nem tem filho (e que, me desculpe, devem ser completamente ignorados), dica de mãe, ordem do obstetra, livros de adestramento de filho, sugestão da sogra, o olhar de reprovação da enfermeira e tantas outras coisas que tiram o foco até da mais centrada das mães. Especialmente de primeira viagem.
Deixei minha amiga lá sabendo que tudo vai dar certo. Isso é a mais pura das verdades. Ofereci minha ajuda incondicional, fui embora feliz por ter visto duas lindas princesas e arrependida de ter incomodado naquela tarde.
Agora deixo aqui os conselhos que darei a mim mesma, caso engravide mais uma vez:
- Não ouça tanto as outras pessoas. Finja escutar por educação, mas deixe entrar e sair sem causar estragos.
- Não admita ser incomodada. É seu direito descansar e aproveitar o momento como preferir.
- Não coloque horários para as mamadas.
- Não chore o leite empedrado, acontece, passa e tudo flui depois de alguns meses.
- Tenha um parto normal. É normal.
- Abrace, dê colo e não tenha medo de acostumar o bebê. É uma fase, e nenhum adulto que conheço continua dormindo no colo porque foi acostumado assim.
- Se chorar, dê o peito. Se chorar de novo, veja se fez cocô, se não dê o peito. Se chorar outra vez, pegue no colo, se continua, dê o peito. Se chorar dê o peito.
- Estrias, peso, flacidez e olheiras podem existir. Podem sumir. E só vão incomodar se você deixar, não deixe.
- Viva para o bebê, agora é a hora. Quando você menos esperar a vida volta a ser sua, e aí você vai querer entrega-lá pra ele.
- Crie seus próprios "auto-conselhos". Os meus não servem pra você, os seus não servem pra mim.
- Ame. E tudo acontece.
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segunda-feira, 1 de abril de 2013
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Me deixe aprender
Me parece um pouco pretensioso dizer que aprendi muito em um mês, que virei mãe de verdade, mas sou metida e é assim que me sinto: incrível!
Quando estava grávida ouvi muito conselho (pra não dizer pitaco) e esperei da maternidade o pior. Na verdade esperei algo que não tem nada a ver com a experiência que estou vivendo.
Esse primeiro mês foi assustador, nos dois primeiros dias em casa senti como se tivesse sido transportada pra um outro planeta, um lugar que eu não conhecia, uma vida onde eu não era eu e nada do que sentia era conhecido. Foi no fim da primeira semana que percebi meus ombros voltarem ao normal (sendo que meu normal é um pouco tensionado) e que consegui escovar os dentes depois das três principais refeições. Tudo parecia surreal.
Junto com o trabalho, a preocupação, a responsabilidade e a dor nas costas surgiu também um amor absurdo, incondicional, dolorido. Um amor tão grande que inflou meu peito e me fez chorar dias seguidos cada vez que olhava minha Marina.
Depois a coisa vai ficando familiar, e não existe melhor palavra pra definir.
Conforme passavam os dias meu medo de não conseguir foi virando eu posso até se transformar em ninguém melhor que eu pra ser mãe da minha filha.
As coisas que ouvi na gravidez não me serviram muito, na verdade quase nada, e tudo começou a fluir quando decidi seguir meu instinto. Parece óbvio, mas diante da primeira dificuldade fiquei tentada a obedecer a enfermeira do berçário, a pediatra número 1, a mulher do banco de leite, a amiga de uma amiga, a pediatra número 2, a vizinha, a mulher do amigo que tem 4 filhos, e simplesmente esqueci de mim, da minha filha, e de tudo que somos capazes de dizer uma pra outra.
Quando lembrei de nós duas, fui mãe.
E deixei que Marina me ensinasse tudo, como só os filhos sabem fazer.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
39 Semanas - Chegando lá!
E essa é a última semana da Marina dentro da concha. Mal posso acreditar!
Os nove meses de espera passaram muito rápido e apesar de umas 4 ou 5 crises de choro foi tudo tranquilo.
Logo que soube da gravidez recebi muitos avisos e conselhos dizendo pra me preparar, porque a gestação era difícil, que sentiria muita dor nas costas, teria de que dormir sentada, sentiria um enjoo horroroso, aversão a certos alimentos, que o bebê se mexendo era incômodo e que também teria muita falta de ar.
Bom, eu acredito que cada pessoa vive e sente esse momento de forma única, mas o caso é que comigo não foi bem assim.
No segundo e terceiro mês eu tive um pouco de enjoo, só pela manhã, e facilmente controlado pela alimentação. Nenhuma vez tive que botar nada pra fora, mas não conseguia comer certas coisas, tipo fritura, leite condensado, doce de leite ou chocolate. Fiquei viciada em frutas e achei ótimo, até porque, acredite em mim, quando estiver grávida você vai querer comer coisas que façam bem para o bebê.
Depois, do quarto até o sétimo mês, foi uma maravilha! A barriga crescendo aos poucos, uma euforia enorme, a descoberta do sexo do bebê, tudo tão calmo que muitas vezes eu me "esquecia" da gravidez.
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| 39 semanas! Cara de bolacha e pé de pão caseiro. |
Agora, já no último mês, não sobrou nenhum vestígio daquela tristezinha chata. Estou tão feliz que passo as horas me despedindo da barriga, curtindo os últimos dias de Marina aqui comigo, dividindo o mesmo umbigo! E o curioso é que justo nesse final aparecem alguns pequenos incômodos: tenho só 2 chinelos que me servem, uma azia violenta mas super rápida, 14 quilos a mais, um apetite que me deixa apavorada e uma coleção de estrias tenebrosas! Mas e daí? Logo Marina chega, eu não tive que dormir sentada, minhas costas não doeram, continuo subindo as escadas do apartamento da minha mãe, descobri um marido ainda melhor,e me sinto, de verdade, a pessoa mais sortuda desse mundo. A mais feliz!
Então minha amiga, quando for sua vez, antes de se chocar com alguns comentários absurdos sobre gravidez, viva cada dia da sua. Ela é única, e cada dor ou prazer dessas 40 semanas terão a importância que você quiser!
Estou pronta pra Marina.
Pronta pra ser a melhor mãe que puder!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
No cantinho da Marina
E então estamos quase no fim.
A médica disse que você chega no final da semana que vem (Já!) e eu e seu pai estamos tentando deixar seu cantinho pronto até lá. Mas sabe filha, sempre tenho a sensação de que ainda falta alguma coisa, por menor que seja.
Tentei deixar seu quarto feliz! Com cores e elementos que significam muito pra nós e que, espero, um dia também sejam importantes pra você.
Ainda vamos colocar prateleiras, vou pendurar na parede o casaquinho feito pela Nonna e que agora é seu, e claro tirar todo esse kit de berço, já que o Fantástico mandou.
Ah, nossas malinhas para a maternidade também estão prontas. Acho que exagerei na quantidade de roupas que coloquei pra você, mas melhor sobrar que faltar, não é?
Contando cada segundo.
Aproveitando cada movimento seu na minha barriga.
Pode vir com tranquilidade, minha pequena.
A médica disse que você chega no final da semana que vem (Já!) e eu e seu pai estamos tentando deixar seu cantinho pronto até lá. Mas sabe filha, sempre tenho a sensação de que ainda falta alguma coisa, por menor que seja.
Tentei deixar seu quarto feliz! Com cores e elementos que significam muito pra nós e que, espero, um dia também sejam importantes pra você.
Não vejo a hora de sentar nessa poltrona com você no colo. Enquanto não chega o dia eu costumo ficar ali sozinha, com os olhos cheios de água, olhando tudo ao redor, pensando na sua cor, no seu cheirinho, no seu choro.
Sabe que foi seu pai quem restaurou o bercinho e a cômoda, ficaram lindos!
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| O ursinho simpático e macio que sua avó Maria trouxe da França e o livrinho de memórias que seu pai me deu no Natal. |
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| O brinquedo que foi da sua prima Maria Fernanda: faz barulho de mar e ilumina. |
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| Bolacha do mar que eu seu pai achamos na última viagem que fizemos antes de você surgir. |
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| Seu pé (zinho?) no porta retrato que a tia Viviam deu. |
Ah, nossas malinhas para a maternidade também estão prontas. Acho que exagerei na quantidade de roupas que coloquei pra você, mas melhor sobrar que faltar, não é?
Contando cada segundo.
Aproveitando cada movimento seu na minha barriga.
Pode vir com tranquilidade, minha pequena.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Quando começa
Parece que só hoje comecei a sentir a energia de um novo ano.
Eu adoro começos, tão promissores, frescos, sem vestígios de seja lá o que for.
Há muitos anos não uso uma agenda (até estou cogitando ter uma) mas jogá-la fora toda escrita, gorda, acabada e feia no fim do ano é muito bom. E o melhor é começar uma nova.
2012 tem pra mim um sentido absolutamente diferente de todos os anos da minha vida, esse é literalmente um novo!
Enquanto as pessoas esperam pelo carnaval pra declarar de vez o início de um novo período eu espero Marina.
E ela provavelmente chegará ainda esse mês, descobriremos amanhã.
Estou absurdamente ansiosa, e claro que da minha parte essa não é uma grande novidade.
Mas, contrariando minhas próprias previsões, estou absolutamente tranquila.
Não tenho medo de como vai ser, se vou saber, se acertarei. Tudo isso passou.
Agora existe em mim uma vontade de começar.
Eu, meu marido e nossa pequena.
Dentro e fora da concha.
Eu adoro começos, tão promissores, frescos, sem vestígios de seja lá o que for.
Há muitos anos não uso uma agenda (até estou cogitando ter uma) mas jogá-la fora toda escrita, gorda, acabada e feia no fim do ano é muito bom. E o melhor é começar uma nova.
2012 tem pra mim um sentido absolutamente diferente de todos os anos da minha vida, esse é literalmente um novo!
Enquanto as pessoas esperam pelo carnaval pra declarar de vez o início de um novo período eu espero Marina.
E ela provavelmente chegará ainda esse mês, descobriremos amanhã.
Estou absurdamente ansiosa, e claro que da minha parte essa não é uma grande novidade.
Mas, contrariando minhas próprias previsões, estou absolutamente tranquila.
Não tenho medo de como vai ser, se vou saber, se acertarei. Tudo isso passou.
Agora existe em mim uma vontade de começar.
Eu, meu marido e nossa pequena.
Dentro e fora da concha.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Já foi Dezembro
Já passou Dezembro Marina, estamos de 9 meses!
Você tem sido tão paparicada.
Ontem, depois da difícil caminhada, seu pai foi te dar um beijinho e ficou emocionado, disse que você respondeu na hora, beijando ele de volta.
E assim são nossos dias, seus pequenos movimentos cheios de energia fazem girar nosso mundo.
Um mundo que estamos fazendo aos poucos, com todo o carinho que temos, só pra você.
Estou ansiosa pra ver seu rostinho.
Te amo,
Mãe.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Esperando acordada
Quase 9 meses e não posso reclamar da minha gestação.
Tive um pouco de enjoo no começo, mas nada horroroso, aliás foi até bom porque o mal estar me fez dar preferencia a frutas, saladas e muitos alimentos frescos. Foi assim até chegar no 4º mês, e graças a essa alimentação super saudável e as aulas de pilates engordei apenas um quilo neste período.
Também tive muito sono no comecinho, muito sono mesmo! Eu que nunca fui dorminhoca me transformei em uma pessoa que cochilava enquanto conversava, um absurdo. O pior era trabalhar em frente ao computador, tinha que fazer um esforço enorme pra não derrubar a cabeça em cima do teclado.
Mas passado os 3 primeiros meses tudo ficou perfeito, nenhum incômodo, continuei me exercitando, a barriga crescendo aos poucos, e uma euforia louca tomando conta de mim enquanto você se mexia. Foi assim até o 7º mês.
Depois disso fiquei cansada, nada extremo, mas acabei trocando as aulas de pilates por drenagem, minha barrigona aumentou de uma hora pra outra e tive umas oscilações de humor cabulosas. Tudo isso junto com algumas estrias, 8 quilos a mais e uma bronca da obstetra por ter engordado 3 quilos e meio em um só mês. Pode parecer uma futilidade, mas essa coisa da estética, de ver o corpo se transformando tão rapidamente gera vários conflitos na cabecinha da gente. Eu nunca fui magrela, sempre briguei com a balança pra manter um peso decente, e na verdade pensava que quando engravidasse me transformaria em uma balofa. Não foi bem assim, muitas vezes eu olho no espelho e me acho uma grávida bem bonitinha, mas existem os dias em que tudo vira do avesso, e no decorrer desse 7º mês eles foram maioria.
Quando cheguei no oitavo mês fiz mais um ultrassom. Marina estava perfeita, grande e saudável, tudo que uma mãe pode desejar! Fiquei super feliz, estava me sentindo bem outra vez, e fui na médica levar os exames, na hora de subir na balança uma surpresa desagradável: 4 quilos a mais! Achei um absurdo já que naquele mês eu havia prestado atenção na minha alimentação, não estava exagerando nos doces e o mais incrível, tinha aprendido a admirar minhas novas formas. Levei um esporro e saí de lá chorando. Depois chorei muito mais por ter passado a consulta inteira me lamentando enquanto minha filha linda estava se desenvolvendo super bem. E assim foi todo esse mês, um drama.
Junto com toda essa novela, comecei a ter os primeiros dias de inchaço, é um saco porque além daquele pé enorme a coisa é incômoda, formiga e te faz sentir pesada.
E você deve estar pensando que eu sou louca porque disse que não tinha motivos pra reclamar da minha gestação, mas a verdade é que nada disso tem grande importância sabe? E apesar de passar algumas horinhas de nervoso o mal estar é rápido e logo me sinto preenchida por um amor tão verdadeiro, tão único, que me faz rir da minha mão pão de batata.
Essa noite foi a mais estranha desde o teste de gravidez. Tive muita azia, imagino que isso deve acontecer porque minha filha já ocupa um grande espaço na minha barriga, mas ao mesmo tempo em que sentia um fogo na boca do estômago também me divertia acariciando os pezinhos dela que se mexiam de um lado pro outro. Quase não dormi por causa do refluxo. Às cinco da manhã me levantei e fui fazer um chá pra ver se me acalmava, me sentei no sofá com a caneca fumegante, as mãos sempre na barriga, e comecei a pensar nos dias que virão e que passarei as noites em claro preocupada com você, te alimentando, ouvindo seu choro...
Rezei, e dei graças a Deus por esse presente tão grande.
Pode vir, não vejo a hora de acordar (ou não dormir) pra ver você!
domingo, 25 de dezembro de 2011
Contando
33 Semanas
34 Semanas
35 Semanas
Estamos chegando ao fim do oitavo mês Marina.
Nem acredito que na próxima semana direi: Estou de nove meses!
Como passou rápido minha pequena, não vejo a hora de te (re)conhecer.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Tampe os ouvidos pra não escutar
Tenho que te contar,
Tenho medo que esse dilúvio não passe
Que nunca mais eu consiga segurar o choro
Que minhas mãos continuem tremendo
Medo de assustar os outros por andar tão assustada
De caminhar
De ficar parada
Tenho medo de sentir sua falta preenchendo meu vazio
Que você se irrite com minha covardia
Que tenha vergonha das minhas fraquezas
Medo de ser contagioso
De não inspirar ar suficiente pra nós duas
De ter comido errado
De não me alimentar
Temo que não saiba como segurá-la
Que te machuque
Que te sufoque com tanto amor
Medo de não ser quem gostaria
Pra que você gostasse de mim.
E isso vai e volta
E quando some eu entro em pânico
Com medo de que comece tudo outra vez.
Tenho medo que esse dilúvio não passe
Que nunca mais eu consiga segurar o choro
Que minhas mãos continuem tremendo
Medo de assustar os outros por andar tão assustada
De caminhar
De ficar parada
Tenho medo de sentir sua falta preenchendo meu vazio
Que você se irrite com minha covardia
Que tenha vergonha das minhas fraquezas
Medo de ser contagioso
De não inspirar ar suficiente pra nós duas
De ter comido errado
De não me alimentar
Temo que não saiba como segurá-la
Que te machuque
Que te sufoque com tanto amor
Medo de não ser quem gostaria
Pra que você gostasse de mim.
E isso vai e volta
E quando some eu entro em pânico
Com medo de que comece tudo outra vez.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
De mãe para filha
Oi minha pequena Marina.
Já fazem 34 semanas, parece muito tempo, mas pode acreditar, passou rápido demais.
Até essa contagem em semanas ainda me parece estranha, na verdade não me acostumei com quase nada, ainda tenho impressão de não ter essa barriga imensa, em alguns momentos esqueço que estou grávida e muitas vezes entro no seu quarto procurando as toalhas de banho.
A única coisa com a qual me acostumei de verdade é você aí dentro.
Que paz!
Cada movimento seu me transforma, e depois de mais uma semana você é mais minha e eu totalmente sua, mãe e filha.
Por favor minha pequena Marina, me perdoe pelas crises de choro, mas é que sempre fui assim, você vai descobrir em breve, e agora com tanta coisa incrível acontecendo a minha volta equilibrar as lágrimas se tornou uma tarefa muito cansativa, muito, mas muito mais difícil que subir as escadas da casa da sua avó.
Aliás, obrigada por facilitar minha vida quando é o caso de subir escadas.
Ouço tanta grávida reclamando que fico até espantada com minha facilidade em fazer atividades que exigem tamanha energia, como agachar pra pegar a caneta, amarrar os próprios sapatos e levantar da cama de uma só vez.
E olha que engordei terríveis 12 quilos!
Devem ser de amor, porque continuo me achando bem bonita, acredite.
Minha filha, eu me sinto ótima, com energia e disposição.
Ainda que depois das 6 da tarde só tenha vontade de me jogar no sofá, pôr os pés pra cima e curtir seu balé na minha barriga.
Não é cansaço, é saudade de existir só pra você.
Obrigada por tanto, meu tudo.
Já fazem 34 semanas, parece muito tempo, mas pode acreditar, passou rápido demais.
Até essa contagem em semanas ainda me parece estranha, na verdade não me acostumei com quase nada, ainda tenho impressão de não ter essa barriga imensa, em alguns momentos esqueço que estou grávida e muitas vezes entro no seu quarto procurando as toalhas de banho.
A única coisa com a qual me acostumei de verdade é você aí dentro.
Que paz!
Cada movimento seu me transforma, e depois de mais uma semana você é mais minha e eu totalmente sua, mãe e filha.
Por favor minha pequena Marina, me perdoe pelas crises de choro, mas é que sempre fui assim, você vai descobrir em breve, e agora com tanta coisa incrível acontecendo a minha volta equilibrar as lágrimas se tornou uma tarefa muito cansativa, muito, mas muito mais difícil que subir as escadas da casa da sua avó.
Aliás, obrigada por facilitar minha vida quando é o caso de subir escadas.
Ouço tanta grávida reclamando que fico até espantada com minha facilidade em fazer atividades que exigem tamanha energia, como agachar pra pegar a caneta, amarrar os próprios sapatos e levantar da cama de uma só vez.
E olha que engordei terríveis 12 quilos!
Devem ser de amor, porque continuo me achando bem bonita, acredite.
Minha filha, eu me sinto ótima, com energia e disposição.
Ainda que depois das 6 da tarde só tenha vontade de me jogar no sofá, pôr os pés pra cima e curtir seu balé na minha barriga.
Não é cansaço, é saudade de existir só pra você.
Obrigada por tanto, meu tudo.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
9 meses, 9 coisas
Coisas que a gravidez fez por mim:
1 - Deixou minha pele mais bonita
2 - Me lembrou como é dormir "feito um bebê"
3 - Despertou meu apetite para frutas
4 - Me transformou em uma cachoeira de lágrimas
5 - Trouxe calma e tranquilidade
6 - Me deu um marido ainda melhor
7 - Nada de absorventes!
8 - Trouxe gente de longe pra perto
9 - Colocou em minha boca um sorriso bobo que aparece do nada
Coisas que amo comer agora:
1 - Laranja
2 - Sorvete de groselha
3 - Purê de batatas
4 - Gelo
5 - Jaboticaba
6 - Empadão de frango
7 - Bifum
9 - Toblerone
Coisas que preciso comprar:
1 - Cortina pra Marina
2 - Mosquiteiro pra Marina
3 - Luminária pra Marina
4 - Lençol de berço pra Marina
5 - Cortador de unha pra Marina
6 - Travesseiro pra Marina
7 - Colchão pra Marina
8 - All Star pra Marina
9 - All Star pra mim
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Marina sua mãe é uma onça: 32 Semanas
Entramos no oitavo mês, eu e você.
E diferente de tudo que me disseram sobre ansiedade, eu rezo pra que tudo aconteça no tempo certo.
Não se precipite minha filha, com você aprendi a esperar.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Resumindo.
Filha,
Seu pai chegou, batizamos a Julia, comemos o primeiro panetone, pão de mel, engordei 8 quilos, tô doida por doce de leite, você já tem 29 semanas, eu decidi fazer cesárea, compramos um lindo quadro pro seu quarto, chove muito, esfriou, daqui uns dias vou te levar pra praia, sua dinda trouxe coisas incríveis, você já tem mais tênis que eu e seu pai juntos, sinto seus pezinhos, gasto muito com óleo e hidratante, já vou fazer 28 anos, seu pai me deu uma miniatura de você que carrego no pescoço, sua vó Nena comprou coisas lindas pro seu sono e banho, não consigo mais fazer as unhas do pé, tenho muito trabalho, testamos quitutes pro seu chá, seu padrinho fez convites super legais, hoje a azia tá forte, to doida pra chegar em casa e namorar seu pai, amanhã é feriado.
Ainda bem.
Mãe.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
26 Semanas: Marina sua mãe é uma onça.
26 semanas com você dentro de mim.
Não tenho mais enjoos, nem aquele sono que me derrubava no sofá às 7 da noite. Agora só uma azia, do tipo "amor é fogo que arde sem se ver". Mas é tranquilo, vai e volta antes que eu reclame.
E a barriga não pára, a cada dia você aparece mais, se mostra, me chama, dá sinais de alegria.
É o amor crescendo.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Medo de arrebentar
Acho que toda mulher que fica grávida, em algum momento, começa a se preocupar com as estrias.
Pra mim essa preocupação chegou logo nas primeiras semanas, assim que soube da gravidez já lembrei da minha mãe falando sobre a poção mágica que ela usou nas duas gestações (uma mistura de creme Nívea da latinha, Hipoglós, óleo de amêndoas e Arovit) e que não deixou sinal algum! É a sortuda não teve uma estriazinha sequer!
Aí, pra me garantir, já comprei os ingredientes e fiz meu creme seguindo a receita da minha mãe. É muito fácil encontrar esses produtos, mas a consistência fica bem melequenta, então não recomendo usar durante o dia, passo sempre antes de dormir, e a pele fica mesmo muito hidratada!
Mas é claro que hoje em dia existem várias opções de cremes pra prevenção de estrias no mercado, e nem eu nem você precisamos ficar misturando esse monte de creme num potinho. Já na minha primeira consulta ao obstetra, minha médica indicou o Luciara, que aliás eu adorei. Tem uma consistência bem firme, quase de pomada, e você percebe um tipo de "filme" na pele onde aplicou, além disso praticamente não tem cheiro, o que pra algumas grávidas pode ser um santo remédio. Achei muito bom.
Como o Luciara é bem consistente, eu aplico mesmo na região da barriga. Para as outras áreas do corpo uso o Matter Skin, esse tem uma textura mais leve e é absorvido com mais rapidez, parece uma loção mesmo. Uso junto com o Luciara e também quando quero dar uma replicada e não estou com muuuuita paciência de ficar espalhando. Tem um leve cheirinho de perfume de bebê.
Experimentei também a emulsão auxiliar na prevenção de estrias da linha Mamãe e Bebê da Natura. Também gostei bastante, tem aquele cheirinho característico dos outros produtos da linha e é um hidratante de fácil absorção, um pouco mais consistente que o Matter Skin. É ótimo pra usar no corpo todo.
No banho tenho usado o óleo de amêndoas da Johnson's. Tem um perfume bem mais agradável que os óleos de amêndoas tradicionais, e a sensação que fica na pele é incrível! Na embalagem vem escrito que quando usado na pele úmida hidrata 10X mais que hidratante comum, e olha deve ser mesmo verdade! Eu aplico depois da última enxaguada, com a pele bem molhada, e depois só me enxugo na toalha! A pele fica visivelmente hidratada, é uma delícia!
Bom, eu não sou dermatologista nem nada, esses são os produtinhos que já experimentei e que por enquanto estão fazendo efeito.
To falando disso aqui hoje porque semana passada quase desmaiei quando fui ao banheiro e vi uma linha vermelha, profunda e muito feia na minha barriga! Fiquei desesperada pensando que se minha primeira estria estava saindo aos 6 meses de gravidez, imagina só como vai estar minha barriga aos 9 meses?! Mas para o meu alívio, a tal estria não passava de uma marca da costura da calcinha que estava usando!!! Vocês não tem noção da minha alegria quando percebi que estava equivocada, foi um alívio geral!
Lógico que isso não me deixa livre de ter as temidas marcas, muitas gestantes só começam a ter estrias nas semanas finais e pode acreditar, a grande maioria não passa ilesa. Mas vamos combinar, enquanto houver creminhos, óleos e afins à disposição, eu vou usando!
Pode crescer Marina! Mamãe tá pronta pra esticar!
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